Tanmaxxing: o que a dermatologia sabe sobre a moda de maximizar o bronzeado
- Ellene Papazis

- 26 de jul.
- 11 min de leitura
Atualizado: 26 de jul.

Todos os verões trazem uma versão nova da mesma ideia. Este ano chama-se tanmaxxing, e chegou ao Porto pela mesma via por onde chegam quase todas: o telemóvel.
O que distingue esta moda das anteriores é o grau de instrução. Onde antes havia uma preferência vaga por pele mais escura, há agora um método: horas específicas do dia, produtos concretos, e a recomendação explícita de dispensar o protetor solar. É essa precisão que a torna fácil de seguir, e é por isso que merece uma resposta com a mesma precisão.
O que é o tanmaxxing
Tanmaxxing é a junção de tan (bronzeado) com maxxing, o sufixo que a internet usa para levar ao máximo. Vem da mesma família do looksmaxxing e do fibermaxxing. Aplicado à pele, significa maximizar a exposição solar para obter o bronzeado mais escuro possível, combinando horas ao sol direto com óleos, bronzeadores e géis.
As recomendações que circulam nos vídeos são específicas e repetem-se:
sair à rua precisamente quando o índice UV está mais alto, em vez de o evitar
dispensar o protetor solar, com a ideia de que atrapalha a cor
usar óleos para acelerar o processo
complementar com sessões de solário
mostrar marcas de bronzeado marcadas como prova de resultado
O argumento é estético e vem sobretudo do universo do ginásio: a ideia de que uma pele mais escura faz os músculos destacarem-se, uniformiza a pele e dá um aspeto mais definido. É a mesma lógica que leva um atleta a aplicar óleo antes de uma prova, transposta para a vida diária e prolongada por semanas.
Ainda não existe literatura científica publicada sobre o termo, que tem poucos meses de vida. O que existe, e é abundante, é literatura sobre cada um dos comportamentos que a moda junta.
Porque é que o bronzeado ao sol não funciona como as redes dizem
O bronzeado é a resposta da pele a um dano. Quando os melanócitos detetam radiação ultravioleta, produzem melanina e distribuem-na pelas células vizinhas, numa tentativa de as proteger da radiação seguinte. A cor que aparece na pele é o sinal de que essa radiação já chegou ao ADN das células.
Daqui saem duas consequências que contrariam diretamente o que os vídeos prometem.
A primeira: cada pessoa nasce com o número de melanócitos que vai ter, e há um limite para a melanina que cada um produz. Insistir para além desse limite não gera mais cor, gera mais dano. É por isso que muitas pessoas com fotótipos claros, comuns no norte de Portugal, queimam repetidamente sem nunca chegarem ao tom que viram no vídeo.
A segunda: o chamado bronzeado de base não protege das queimaduras seguintes. É provavelmente o mito mais persistente sobre exposição solar, e não resiste ao que se sabe sobre o assunto. A ideia de que existe um bronzeado seguro obtido ao sol não tem suporte na literatura dermatológica.
Falta ainda o argumento da vitamina D, que aparece em praticamente todos os vídeos sobre o tema. A quantidade de exposição necessária para a síntese de vitamina D é muito inferior à que o tanmaxxing propõe, e o défice corrige-se por via alimentar ou por suplementação, com doseamento analítico prévio.
Solários: o que dizem os números
O bronzeamento artificial tem a vantagem, para quem quer avaliar o risco, de ter sido estudado com precisão.
A Organização Mundial de Saúde classifica a radiação UV e os aparelhos de bronzeamento artificial no Grupo 1 de agentes cancerígenos, a categoria que inclui o tabaco e o amianto (IARC, 2012).
A meta-análise de Boniol et al. (2012), publicada no British Medical Journal em 2012, reuniu 27 estudos realizados em 18 países da Europa ocidental, Portugal incluído. Os resultados: quem usa solários tem um risco de melanoma cerca de 20% superior a quem nunca usou; esse risco duplica quando a utilização começa antes dos 35 anos; e sobe aproximadamente 1,8% por cada sessão adicional. Dos cerca de 64 mil novos casos de melanoma diagnosticados anualmente naqueles países, os autores atribuíram 3.438 ao uso de solários, a maioria em mulheres.
Em Portugal a atividade está regulada e o acesso é proibido a menores de 18 anos. Regulado não significa recomendado: nenhuma sociedade científica de dermatologia recomenda o bronzeamento artificial com fins estéticos. Vários países foram mais longe. O Brasil foi o primeiro do mundo a proibir a venda e a utilização destes aparelhos, em 2009, deixando de fora apenas o uso prescrito por médico, o que separa com clareza a indicação clínica da procura estética. A Austrália proibiu os solários comerciais a partir de 1 de janeiro de 2015, com a Austrália Ocidental a seguir em 2016. Quanto ao argumento da vitamina D, que costuma ser invocado a favor destes aparelhos, a Cancer Council Australia (s.d.) é explícita: não existe benefício de saúde substanciado, incluindo o aumento de vitamina D, atribuível à exposição a radiação ultravioleta artificial num solário. É também aqui que o argumento estético se desfaz sozinho, porque o envelhecimento cutâneo provocado por radiação ultravioleta acumula-se e não desaparece.
Autobronzeadores: a única cor sem radiação
Os autobronzeadores funcionam por um mecanismo diferente. A di-hidroxiacetona (DHA), o ingrediente ativo da generalidade dos produtos, reage com os aminoácidos da camada mais superficial da pele numa reação de Maillard, a mesma que escurece os alimentos cozinhados. O resultado são melanoidinas, pigmentos castanhos que imitam o aspeto de um bronzeado. Não há produção de melanina e não há envolvimento dos melanócitos.
A revisão sistemática de Laferté et al. (2026), publicada no Journal of Cutaneous Medicine and Surgery em 2026, analisou os estudos disponíveis sobre a DHA tópica. Nenhum demonstrou dano associado ao uso, embora os autores assinalem que a maioria dos trabalhos é de baixa qualidade e que persistem questões por resolver sobre formação de radicais livres. Em março de 2020, o Comité Científico da Segurança dos Consumidores da Comissão Europeia concluiu que a DHA é segura até 10% em loções e cremes, limite que o Regulamento (UE) 2021/1099 tornou obrigatório em toda a União Europeia desde janeiro de 2022.
Duas ressalvas importam para quem usa estes produtos:
A DHA não oferece proteção solar. A cor que dá não filtra radiação, e a pele por baixo continua tão vulnerável como estava. Quem usa autobronzeador precisa exatamente do mesmo protetor solar que usaria sem ele.
A aplicação em spray levanta questões diferentes das da aplicação tópica. A FDA norte-americana nunca aprovou a DHA para cabinas de spray, por causa da exposição por inalação e do contacto com mucosas (U.S. Food and Drug Administration, s.d.).
Caso à parte, e preocupante, são os produtos injetáveis e os sprays nasais com melanotano II, promovidos em redes sociais como atalho para o bronzeado. O Cancer Research UK é claro quanto a estes: a venda de injetáveis de melanotano é ilegal no Reino Unido e nem os sprays nasais nem as injeções são seguros (Cancer Research UK, s.d.). Há relatos publicados de complicações graves, incluindo um caso de enfarte renal descrito por Peters e colegas em 2020.
Resumindo o ponto clínico das três modalidades: das três formas de escurecer a pele, apenas a DHA dá cor sem radiação ultravioleta, e nenhuma das três protege do sol.
Como é que uma ideia errada sobre a pele se espalha tão depressa
Esta é a parte que costuma surpreender mais, e explica porque é que a informação correta não chega ao mesmo público.
O trabalho de referência sobre o assunto é o de Vosoughi et al. (2018), publicado na Science em 2018. Os autores analisaram cerca de 126 mil histórias partilhadas no Twitter entre 2006 e 2017, por perto de 3 milhões de pessoas. A informação falsa espalhou-se mais longe, mais depressa, mais fundo e de forma mais ampla do que a verdadeira, em todas as categorias analisadas. As histórias falsas tinham 70% mais probabilidade de serem repartilhadas. A informação verdadeira demorava cerca de seis vezes mais tempo a chegar a 1.500 pessoas. Os autores atribuíram a diferença a dois fatores: a novidade da informação falsa e a reação emocional que provoca (medo, nojo, surpresa, contra a antecipação e a confiança geradas pela verdadeira).
Na dermatologia especificamente, os dados apontam na mesma direção. Doyon et al. (2022) publicaram na Dermatologic Surgery, um estudo sobre os vídeos do TikTok associados a cancro da pele: 18,7% continham mensagens a favor do bronzeamento e 15,6% continham desinformação.
Marcon et al. (2026) analisaram 971 vídeos sobre protetor solar, num trabalho publicado na PLOS Digital Health em junho de 2026. A maioria dos vídeos (86,8%) promovia o uso de protetor solar, e apenas 1,5% afirmava que causa dano. O achado relevante não está no volume, mas na distribuição da atenção: a desinformação vem de um número reduzido de criadores e gera interação muito acima da média, porque combina novidade, choque e componente conspirativa.
Um estudo publicado na JMIR Dermatology em 2025 analisou os 100 vídeos mais populares sobre protetor solar: 35 continham informação exata e 57 eram pura opinião. A conclusão dos autores merece ser lida devagar por quem trabalha em comunicação de saúde: o engajamento do utilizador é habitualmente independente da exatidão do conteúdo.
Fecha o quadro um dado do Journal of Drugs in Dermatology de 2024: dos vídeos analisados sobre proteção solar, apenas 16,6% tinham sido produzidos por dermatologistas certificados.
Há ainda um mecanismo psicológico bem documentado por trás disto, o efeito de verdade ilusória: a repetição de uma afirmação aumenta a probabilidade de ser aceite como verdadeira, independentemente de o ser. Quem vê o mesmo conselho em quinze vídeos diferentes na mesma semana não está a avaliar quinze fontes. Está a receber quinze repetições da mesma.
O que a psiquiatria aprendeu com os fenómenos virais
A investigação sobre comportamentos que se propagam em rede não começou com o TikTok. A doença sociogénica de massa, nome dado a um surto de sintomas que se propaga socialmente sem agente infecioso, está descrita na literatura médica há décadas. O que mudou foi o meio: Müller-Vahl et al. (2022) argumentam que os casos recentes constituem um tipo novo, em que o contágio deixa de exigir proximidade física entre as pessoas afetadas.
Com as redes sociais, o fenómeno mudou de escala e ganhou nome próprio. O grupo de Kirsten Müller-Vahl, em Hannover, propôs o conceito de mass social media-induced illness, ou doença de massa induzida por redes sociais. O estudo de Fremer et al. (2022), publicado na Frontiers in Psychiatry em 2022 acompanhou 32 doentes com comportamentos semelhantes a tiques e documentou uma sobreposição de sintomas com os de um único youtuber alemão, que os autores descrevem como caso índice virtual. A propagação fez-se exclusivamente por via digital, sem contacto entre os doentes.
Andrea Giedinghagen desenvolveu o tema num artigo de 2023 na Clinical Child Psychology and Psychiatry sobre adolescentes que apresentam em massa sintomas aparentemente adquiridos por observação de conteúdos de influenciadores.
A comparação com o tanmaxxing tem limites óbvios, e convém dizê-lo com clareza: apanhar sol é um comportamento voluntário, não um sintoma involuntário. Mas há três coisas que os dois fenómenos partilham, e que ajudam a perceber o que se está a passar.
Existe um caso índice visível, ou um conjunto pequeno de criadores cujo comportamento específico é copiado com fidelidade. Existe uma relação entre o tempo de exposição ao conteúdo e a probabilidade de adoção. E existe uma comunidade online onde o comportamento é normalizado, o que faz com que quem está dentro dele deixe de o ver como invulgar.
A diferença está na fatura. Um tique funcional resolve-se, com acompanhamento adequado. O dano actínico acumula-se em silêncio e aparece vinte ou trinta anos depois, quando a janela para intervir cedo já fechou.
O que fazer com isto no verão
Nada disto exige que se fuja do sol. Exige que se separe a exposição normal da exposição procurada.
Para quem vive no Porto e em Gaia, o índice UV atinge valores elevados entre junho e setembro, com o pico entre as 11h e as 17h. É o período que o tanmaxxing recomenda procurar e que a dermatologia recomenda evitar, e não há forma de conciliar as duas coisas.
Recomendações que se mantêm válidas independentemente da moda do ano:
protetor solar de largo espetro com FPS 50+ nas zonas expostas, reaplicado a cada duas horas e depois de banhos ou transpiração intensa
sombra, chapéu e óculos de sol nas horas de maior radiação, sobretudo em fotótipos claros
autobronzeador para quem quer a cor, sempre acompanhado de protetor solar
vigilância de sinais novos ou que mudem de tamanho, forma, cor ou bordo, e de qualquer lesão que sangre ou não cicatrize
avaliação dermatológica anual de sinais em quem tem história familiar de melanoma, fotótipo claro, muitos sinais ou queimaduras solares na infância
Se tem dúvidas sobre um sinal, a consulta de dermatologia permite avaliá-lo e acompanhá-lo ao longo do tempo.
Perguntas frequentes
O tanmaxxing é perigoso?
As práticas que a moda recomenda (exposição solar no pico do índice UV, ausência de protetor solar, uso de solário) estão associadas a aumento do risco de cancro da pele e de envelhecimento cutâneo precoce. O risco não vem do nome da tendência, vem dos comportamentos que ela junta.
Um bronzeado de base protege do sol?
Não. É um dos mitos mais repetidos sobre exposição solar. Um bronzeado prévio não impede queimaduras posteriores nem substitui protetor solar.
Os autobronzeadores são seguros?
Os produtos tópicos com di-hidroxiacetona (DHA) dentro dos limites recomendados pela Comissão Europeia não têm dano demonstrado na literatura disponível. Não oferecem qualquer proteção solar, pelo que continua a ser necessário aplicar protetor. Os produtos injetáveis e os sprays nasais com melanotano são um caso completamente diferente, e não são seguros.
Os solários são proibidos em Portugal?
A atividade é permitida e regulada, com proibição de acesso a menores de 18 anos, grávidas e pessoas com sinais de exposição solar excessiva. Alguns países, como o Brasil e a Austrália, proibiram o uso com fins estéticos.
Preciso de apanhar sol para ter vitamina D?
A exposição necessária para a síntese de vitamina D é muito inferior à proposta pelo tanmaxxing. Um défice confirmado em análises corrige-se com orientação alimentar ou suplementação.
Com que frequência devo fazer o rastreio de sinais?
Uma avaliação anual é razoável para a maioria dos adultos, e recomendada em quem tem fotótipo claro, muitos sinais, história familiar de melanoma ou queimaduras solares na infância.
Referências
Boniol, M., Autier, P., Boyle, P., & Gandini, S. (2012). Cutaneous melanoma attributable to sunbed use: Systematic review and meta-analysis. BMJ, 345, e4757. https://doi.org/10.1136/bmj.e4757
Cancer Council Australia. (s.d.). Private ownership and use of solariums in Australia. https://www.cancer.org.au/about-us/policy-and-advocacy/prevention/uv-radiation/related-resources/private-ownership-and-use-of-solariums-in-australia
Cancer Research UK. (s.d.). Tanning, fake tan and Melanotan. https://www.cancerresearchuk.org/about-cancer/causes-of-cancer/sun-uv-and-cancer/fake-tan-and-melanotan-injections
Comité Científico da Segurança dos Consumidores. (2020). Opinion on Dihydroxyacetone – DHA (1,3-Dihydroxy-2-propanone), CAS No. 96-26-4 (SCCS/1612/19). Comissão Europeia. https://health.ec.europa.eu/publications/dihydroxyacetone-dha-13-dihydroxy-2-propanone-cas-no-96-26-4_en
Doyon, V. C., Liu, C., Bailey, K., & Beleznay, K. (2022). When tanning is trending: A content quality study of skin cancer on TikTok. Dermatologic Surgery, 48(9), 1021–1023. https://doi.org/10.1097/DSS.0000000000003538
Fremer, C., Szejko, N., Pisarenko, A., Haas, M., Laudenbach, L., Wegener, C., & Müller-Vahl, K. R. (2022). Mass social media-induced illness presenting with Tourette-like behavior. Frontiers in Psychiatry, 13, 963769. https://doi.org/10.3389/fpsyt.2022.963769
Giedinghagen, A. (2023). The tic in TikTok and (where) all systems go: Mass social media induced illness and Munchausen's by internet as explanatory models for social media associated abnormal illness behavior. Clinical Child Psychology and Psychiatry, 28(1), 270–278. https://doi.org/10.1177/13591045221098522
International Agency for Research on Cancer. (2012). Radiation (IARC Monographs on the Evaluation of Carcinogenic Risks to Humans, Vol. 100D). Organização Mundial de Saúde. https://publications.iarc.who.int/Book-And-Report-Series/Iarc-Monographs-On-The-Identification-Of-Carcinogenic-Hazards-To-Humans/Radiation-2012
Laferté, C., Oliel, S., & Pehr, K. (2026). Clinical use and safety of self-tanner (topical dihydroxyacetone) in dermatology: A systematic review. Journal of Cutaneous Medicine and Surgery. Publicação online antecipada. https://doi.org/10.1177/12034754261418253
Lin, R. R., Pulumati, A., & Woolery-Lloyd, H. (2024). DermTok: Who's talking sun? A cross-sectional analysis of sun protection content on TikTok. Journal of Drugs in Dermatology, 23(7), 571–574. https://doi.org/10.36849/JDD.8179
Marcon, A., Zenone, M., Boniface, V., Peters, C. E., & Caufield, T. (2026). Sunscreen is overwhelmingly promoted on TikTok, but content with misinformation exhibits proportionally high levels of audience interaction. PLOS Digital Health, 5(6), e0001440. https://doi.org/10.1371/journal.pdig.0001440
Müller-Vahl, K. R., Pisarenko, A., Jakubovski, E., & Fremer, C. (2022). Stop that! It's not Tourette's but a new type of mass sociogenic illness. Brain, 145(2), 476–480. https://doi.org/10.1093/brain/awab316
Olvera, C., Stebbins, G. T., Goetz, C. G., & Kompoliti, K. (2021). TikTok tics: A pandemic within a pandemic. Movement Disorders Clinical Practice, 8(8), 1200–1205. https://doi.org/10.1002/mdc3.13316
Peters, B., Hadimeri, H., Wahlberg, R., & Afghahi, H. (2020). Melanotan II: A possible cause of renal infarction: Review of the literature and case report. CEN Case Reports, 9(2), 159–161. https://doi.org/10.1007/s13730-020-00447-z
Roland-McGowan, J., Diehl, K., Tobey, T., Shafer, A., Clement, P., Wisco, O. J., Ortega-Loayza, A. G., & Leachman, S. (2025). Perception, quality, and accuracy of sunscreen content on TikTok: SkinMedia cross-sectional content analysis. JMIR Dermatology, 8, e70010. https://doi.org/10.2196/70010
U.S. Food and Drug Administration. (s.d.). Sunless tanners & bronzers. https://www.fda.gov/cosmetics/cosmetic-products/sunless-tanners-bronzers
Vosoughi, S., Roy, D., & Aral, S. (2018). The spread of true and false news online. Science, 359(6380), 1146–1151. https://doi.org/10.1126/science.aap9559



Comentários